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O que é Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) ?

 

Muitas crianças e adultos convivem com reclamações na escola, no trabalho ou na vida social. São pessoas que há anos sofrem com as conseqüências da dificuldade de concentração e organização. Mas o que parece ser uma questão de autodisciplina, para muitos significa o desafio muito mais complexo de lidar com uma condição neurológica: o TDAH ou Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade. O  TDAH é caracterizado por uma constelação de problemas relacionados com falta de atenção, por impulsividade, e, em alguns casos, por hiperatividade. O TDAH é uma deficiência neurobiológica, de origem genética, que afeta de 3 a 5% de todas as crianças em idade escolar. Até recentemente, creditava-se que os sintomas do TDAH desapareciam na adolescência; Sabe-se agora, que muitos sintomas acompanham  até a idade adulta.

Crianças, adolescentes ou adultos com TDAH podem apresentar:

  • Dificuldade em manter a atenção;
  • Parece não escutar quando lhe dirigem a  palavra; Com freqüência não segue instruções e não termina seus deveres escolares;
  • Apresenta dificuldade para organizar tarefas e atividades;
  • Perde freqüentemente objetos necessários para tarefas ou atividades;
  • Dificuldade em esperara sua vez;
  • Interrompe e se intromete;
  •  Inquietação, mexendo as mãos e/ou pés  ou se remexe constantemente na cadeira;
  • Vive correndo em demasia, vive a“mil”;
  •  Distrai-se com facilidade;
  • Freqüentemente responde a perguntas antes delas serem formuladas;
  •  Esquecimentos nas atividades diárias;
  • Fala excessivamente;
  • Dificuldade em engajar-se numa atividade silenciosamente;
  • Evita/não gosta de tarefas que exigem um esforço mental prolongado.

 

Crianças/adolescentes com TDAH são capazes de aprender, mas têm dificuldade em se sair bem na escola, devido ao impacto que os sintomas do TDAH têm sobre uma boa atuação. Quando o professor se defronta com uma criança que apresente dificuldade de leitura e/ou escrita, aritmético ou desatenção, impulsividade ou hiperatividade e que manifeste mais de 50% das características acima citadas, devem encaminhar a criança/adolescente para avaliação psicopedagógica, para que em conjunto com os demais profissionais , possa ajudar a criança  a superar ou pelo menos minimizar suas dificuldades.

 

Jucélia Judith Marty                                                   

Psicóloga e Psicopedagoga – CRP08/1881               


 
 
 

TDAH - TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE E A FAMÍLIA

 

O TDAH é um dos transtorno mentais infantis mais freqüentes, com uma incidência de 3 a 10% em idade escolar. A hiperatividade, a impulsividade e a falta de atenção, quando não tratadas podem produzir um desempenho acadêmico baixo, culminando em problemas emocionais e sociais, levando a um risco aumentado de abuso de substâncias e delinqüência entre os adolescentes. Estudos têm demonstrado que muitos sintomas do TDAH acompanham até à vida adultas, como já abordamos nas edições 13 e 14 deste jornal.

 

“ EDUCAR UM FILHO COM TDAH É UM DESAFIO”

 

As pesquisam mostram que lares com uma ou mais crianças com TDAH são mais conturbados e estressados do que os outros que não têm que conviver com essa dificuldade.

Os pais experimentam alto nível de stress, depressão e culpa, e é relativamente grande o número de separações como conseqüência do quadro. Entendendo que o TDAH é uma deficiência neurobiológica, de origem genética e que ninguém é responsável por ele, é possível diminuir os sentimentos de culpa que a grande maioria dos pais carrega.

É normal haver dificuldade no relacionamento com outros filhos, já que a criança com TDAH tende a receber atendimento diferenciado dos pais ou ser a causa de conflitos e situações embaraçosas. São comuns o ciúme, a tentativa de chamar atenção, brigas entre irmãos e até alguma agressividade. Os conflitos podem se estender com  empregados, parentes e amigos.

Não é fácil ser pai ou mãe de um portador de TDAH. Barkley, um dos mais respeitados especialistas em TDAH diz que “educar um filho com TDAH é um desafio”. Ele também diz que esse é um desafio que traz enormes oportunidades de aperfeiçoamento pessoal e realização para os pais.

O primeiro passo no tratamento multidisciplinar é a psicoeducação dos pais. É de suma importância que os pais sejam informados sobre o transtorno em si e as estratégias que ajudam a minimizar os problemas por ele, para que possam orientar o filho portador, fazer as acomodações necessárias no ambiente familiar e colaborar com a escola e os terapeutas necessários para o tratamento clínico.

 

JUCÉLIA JUDITH MARTY

Psicóloga e Psicopedagoga CRP – 08/1881


 

 

DISCALCULIA

 

 

O que é?

 

É a dificuldade em aprender matemática.

 

Cerca de 60% das crianças disléxicas possuem dificuldades com números e as relações entre eles.

 

Mesmo frequentemente associado com a dislexia, a discalculia deve ser considerado um problema de aprendizado independente.

 

 

Quais os sintomas?

 

Lentidão extrema da velocidade de trabalho, pois não tem os mecanismos necessários. (tabuada decorada, sequências decoradas)

 

Problema com orientação espacial: não sabe posicionar os números de uma operação na folha de papel, gasta muito espaço, ou faz contas “apertadas” num cantinho da folha.

 

Dificuldades para lidar com operações ( soma, subtração, multiplicação, divisão)

 

Dificuldade de memória de curto prazo ( taboadas (muita carga para a memória), fórmulas.)

 

 Não automatiza informações –memória de trabalho- (armazenar e buscar o que foi ensinado).

 

Dificuldade de memória de longo prazo (esquece o que é para fazer de lição)

 

Dificuldade em lidar com grande quantidade de informação de uma vez só.

 

Confusão de símbolos ( =  +  -  :  . < >)

 

Dificuldade para entender palavras usadas na descrição de operações matemáticas como “diferença”, “soma”, “total”,” conjunto”, “casa”, “raiz quadrada”.

 

Tendência a transcrever números e sinais erradamente, quando desenvolvendo um exercício como uma expressão, por exemplo. Isso é devido ao seu problema de sequênciação.

 

Alguns problemas associados com a discalculia provém das dificuldades com processamento de linguagem e sequências, característico da dislexia.

 

A criança com discalculia pode ser capaz de entender conceitos matemáticos de um modo bem concreto, uma vez que o pensamento lógico está intacto, porém tem extrema dificuldade em trabalhar com números e símbolos matemáticos, fórmulas, e enunciados.

 

Ela é capaz de compreender a matemática representada simbolicamente ( 3+2=5 ),

Mas é incapaz de resolver “Maria tem três balas e João tem duas. Quantas balas eles tem no total?”

 

 

Soluções para ajudar

 

Permitir o uso de calculadora e tabela de tabuada.

 

Uso de caderno quadriculado.

 

 Provas: elaborar questôes claras e diretas. Reduzir ao mínimo o número de questôes. Fazer prova sozinho, sem limite de tempo e com um tutor para certificar se entendeu o que pede as questões.

 

Muitas vezes o aluno poderá fazer prova oralmente, desenvolvendo as expressões mentalmente,e ditando para que alguém transcreva-as.

 

Moderar a quantidade de lição de casa. Passar exercícios repetitivos e cumulativos.

 

Incentivar a visualização do problema, com desenhos e depois internamente.

 

Prestar atenção no processo ultilizado pela criança. Que tipo de pensamento ela  usa para resolver um problema?

 

Faça uma aula “livre de erros”, para esse aluno conhecer o sucesso.

 

Lembrar que para o disléxico nada é obvio, como é para nós.

 


 

 

 

DISLEXIA

 

 

 “É uma dificuldade que ocorre no processo de leitura, escrita, soletração e ortografia. Não é uma doença, mas um distúrbio com uma série de características. Torna-se evidente na época da alfabetização, embora alguns sintomas já estejam presente em fases anteriores. A dislexia independe de causas intelectuais, emocionai e culturais. Há uma discrepância inesperada entre o seu potencial para aprender e seu desempenho escolar. É hereditária e a maior incidência é em meninos na proporção de três para um”. (definição de IDA – Internation Dyslexia Association ). Trata-se de um distúrbio de origem neurológico, congênito e hereditário, sendo comum apresentar-se em parentes próximos.

 

- O disléxico tem uma deficiência na decodificação dos símbolos escritos, o que os impossibilita de compreender o significado de um texto.

      

 

Quais os sintomas?

 

 

       LEITURA

 

 

- Quando lê, a sua tensão está voltada para o código, em consequência, esquece do sentido do que acabou de ler.

 

- A velocidade normal de leitura de uma palavra é de 200 a 300 milisegundos. O disléxico leva em 600 milisegundos.

 

- A maioria dos disléxicos tem também disgrafia, que é a letra muito ruim.

 

-  Possuem também dispraxia ( pouca eficiência motora), em consequência não conseguem organizar-se no espaço da folha do caderno. As letras geralmente variam de tamanho e parecem “pular” das linhas.

 

- Lê sem respeitar a pontuação e “gruda” palavras pois devido ao seu problema de sequenciação, não identifica o final delas.

 

- Pouco domínio do sistema ortográfico, pois possui a dificuldade de identificar, descriminar, escolher a representação gráfica.

 

 

ESCRITA

 

- Pouco domínio do sistema ortográfico, pois possui a dificuldade de identificar, descriminar, e escolher a representação gráfica.

 

- O disléxico não consegue transformar seus pensamento em palavra escrita.

Elaborar um texto é extremamente laborioso, com muita dificuldade em construir sequências e parágrafos num sentido lógico-gramatical.  Em consequência o texto sai  extremamente pobre, discrepante com o conteúdo da sua imaginação, que geralmente é muito criativa.

 

- Como sua leitura é muito lenta, demora muito tempo para elaborar cópias.

 

- Devido ao seu problema com sequenciação, não consegue usar dicionários, tem muita dificuldade, pois a informação inverte na hora em que é trazida.

 

- Não consegue decorar regras gramaticais, graças ao problemas com memória imediata e consequentemente, de trabalho.

 

-Muitos disléxicos possuem disnomia, que é a incapacidade de achar a palavra certa para o objeto certo. Então falam “a coisa”, o “negócio”, o “carinha”.

 

- Dificuldade na expressão oral, principalmente se for uma resposta rápida. A linguagem oral também depende da habilidade fonológica, pois para isso é necessário que se vá até o “dicionário interno”, selecione os fonemas apropriados, ponha-os em sequência lógica e o expresse a palavra.

 

 

Soluções para ajudar

 

Alinhavar a matéria a ser aprendida no início de cada bimestre.

 

Anotar na agenda o que vai ser exigido dele duranta a semana, para que possa se programar.

 

Permitir fazer redações gravadas ou ditadas á alguém.

 

Permitir a redação em duplas : um pensa o outro escreve e depois inverter.

 

GERAL:

 

Dificuldade em seguir muitas ordens ao mesmo tempo. Por exemplo; “Abra o livro de história na página 39, faça agora os exercícios 1, 2 e 3 no caderno , e os exercícios 4 e 5 faça em casa  numa folha de monobloco para ser entregue  até 4ª feira.”

 

Problemas com coordenação motora fina: pintar, desenhar, amarrar, costurar.

 

Problemas com a coordenação motora grossa: falta de habilidade nos esportes, a criança é estabanada, derruba coisas da carteira.

 

O disléxico tem muita dificuldade para aprender uma segunda língua, uma vez que a relação fonema / grafema segue um padrão diferente. Porém é capaz de aprender “de ouvido”.

 

Baixa resistência á frustração, devido aos repetidos fracassos.

 

Resistência á atividades que exijam leitura e escrita.

 

Resistência á atividade em grupo, não querem se expôr.

 

Geralmente escrevem pouquíssimo, ou respondem somente “SIM” ou “NÃO”, ás questões escritas, devido a seu medo de errar..

 

Sentimento fortíssimo de menos valia.

 

Podem se transformar no “fantasma” da classe , no “palhaço” ou no “contraventor”.

 

 

 

 

 OUTRA SUGESTÕES

 

- Nomear tutores, colegas de classe que tenham dom de ajudar.

 

- Dar dicas e atalhos, jeitos de fazer associações que ajudem a lembrar-se dos pontos da matéria.

 

-Realizar vários tipos de trabalhos práticos valendo para nota, apresentados em diferentes expressões e linguagens, envolvendo estudo, pesquisa, criatividade e experiências diversas.

 

- No aprendizado da segunda língua, realizar , em alternativa á avaliação, pesquisas sobre a cultura inglesa, americana, hispânica, alemã ou francesa, dependendo da língua ensinada.

 

-Permitir a prova de um determinado ponto da matéria, ser um desenho..A criança pode desenhar uma cidade medieval, por exemplo.

 

-Permitir o uso de gravadores e máquina fotográfica nas aulas, nos momentos apontados pelo professor.

 

-Solidariedade, ênfase nos pequenos sucessos, muito elogio. Estar ciente que o disléxico se cansa muito nas tarefar escritas principalmente.

 

-Evitar expo-lo em peças, jogral, ou qualquer atividade que envolva memória de textos.

 

-Evite rotula-los.

 

 

 

“Dê ao aluno as possibilidades de aprender do jeito que ele aprende”

 

 

 

Fontes:

 

Prof. Mário Angelo Brággio – “INCLUSÃO DO DISLÉXICO NA SALA DE AULA”

 

Dra. Ana Luiza Amaral Borba- psicopedagoga-psicóloga – “COMO LIDAR COM O DISLÉXICO NA SALA DE AULA”

 

Dr. Jaime Zorzi – fonoaudiólogo- “RELAÇÃO ENTRE ORALIDADE E ESCRITA : PROGRAMA DE ESTIMULAÇÃO Á LINGUAGEM”

 

Profa. Dra. Alessandra Copovilla, médica pesquisadora USP – “DESENVOLVIMENTO DA LEITURA E ESCRITA”

 

Dra Tânia Maria de Campos Freitas –psicopedagoga clínica-“ALTERAÇÃO NO PROCESSO DE LEITURA E ESCRITA”

 

Dra. Maria Eduarda F. De Carvalho- psicopedagoga  especialista em descalculia - “O RACIOCÍNIO LÓGICO E A MATEMÁTICA”

 

Dra. Ana Alvarez-fonoaudióloga-“ATENÇÃO, MEMÓRIA E APRENDIZADO”

 

Dra. Maria Inês Fernandes- fonoaudióloga- “APRENDIZAGEM DA LEITURA E ESCRITA.”

 

 

 

 

 

 


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